Em Fascículos…

A Focus deve ser um dos melhores exemplos daquilo que a imprensa é quando entra na corrida informativa de chegar à maior massa de leitores possível. (Leia-se: compradores!)
…Sem cair no sensacionalismo, claro!, que horror!
Isso é que nunca! Preservar a paz social deve ser uma das preocupações éticas de quem publica!
(Tiro o meu chapéu a jornais que já lá vão como o “Tal & Qual” ou “O Independente”, ou a “O Diabo” que se mantém. Todos eles rotulados pelos capatazes do pensamento único de “agitadores”, de “sensacionalistas”, de “engajados políticos”, de “imprensa dos malucos”. O meu maior respeito pelos verdadeiros mestres da democracia, por quem – mesmo disparatadamente – diz o que não deve quando todos afirmam que não pode, pela singular convicção de dever fazê-lo.)
Revistas-jornalismo de fundo, limpinhas, politicamente correctas, “reader’s digest“, com reportagens e estudos e análises e conclusões e tal, e muitos bonecos, ali, prontinhas a andar, é que é bom!
(…Muitas vezes limitando-se a usar conteúdos repescados e batidos na imprensa lá de fora, democratizam o acesso àquela coisa flat que vendem e que eles dizem que é muito útil que chegue a toda a gente…)
Por exemplo esta última peça sobre “o órgão mais complexo do Homem” deve ser espectacular.
Não li mas que deve ser muita interessante!
Aliás, o tema do “órgão mais complexo do Homem” já foi conteúdo de capa do número anterior.

(Numa das piores capas de revista de que há memória!...)
Que estas publicações cruzadas de revista Nature com o Borda d’Água são o melhor de dois mundos.
Percebem como ninguém quais são as reais necessidades dos leitores portugueses e assim lhes provêem.
(…O que não acrescenta grande coisa a como isto está…)
Mas para não parecer derrotista, associo-me à Focus e à sua profunda análise da temática em causa.
Postando uma ilustração que pretende alertar para os graves riscos que a saúde erótica de um homem corre quando navega na net.












