Cacofonia Natalícia

Nesta época de festa, deixo a expressão do meu sentir. Para não falhar por incomparência.
Sou cristão, num mundo em que “essas coisas” cada vez mais são varridas para debaixo do tapete da modernidade.
“Cristão”, antes de homem, antes de cidadão, antes de marido, antes de pai, antes de professor – como diria o V. .
E para mim Cristo não foi só uma figura política, um Che Guevara antes de tempo, um cromo repetível na caderneta da História.
Para mim, Cristo continua a ser um marco único no crescimento da Humanidade mas também na sua emancipação espiritual.
Se sigo à risca o seu exemplo - se o sei, se o posso ou se me esforço quanto deveria – essa é outra história.
O que é certo é que sou lúcido quanto à importância que tem para mim. Quanto à importância que tem à minha volta, sobre todos os que me rodeiam, sobre a sociedade em que me encontro.
E reconhecê-lo é uma forma de compreender melhor o funcionamento de nós.
Só é pena que a Quadra – até a quadra – sirva para aquela chacota grosseira dos não-crentes militantes, para o achincalho dos intolerantes da fé dos outros, para a parada robotizada dos que se negam a si mesmos sacudindo uma parte de si de que não gostam.
…Porque da parte da “festa”, “das luzinhas”, da “árvore”, das “prendas”, ninguém prescinde.
Só daquela parte do orgulho cego.
Por isso, à margem do espírito natalício - e do referido exemplo que quero seguir – só me resta dizer: Haja algum decoro, haja alguma humildade.
Àquele “espírito rebelde”, àquele “cidadão inconformado”, àquele “Homem-livre” na sua cabeça, que vive na paranóia da verdade impoluta no seio dos iludidos, dizer: Deixa celebrar, vive e deixa viver!
Senão, pelo menos, intervala! Porque, basicamente, no Mundo Ocidental, é Natalie Imbruglia!












