Bruno Aleixo PRESIDENTE

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Cobradores, Credores e Outros Exploradores

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Abraçar Um Estranho

Recebi da EZ um mail. Com um clip e uma música.
Em que um sujeito, em plena rua, oferecia abraços a quem os quisesse.

O clip era bonito. Realizado para alertar sobre a SIDofobia e sobre como a paranóia do contágio pode impedir-nos de chegar aos outros…

Mas fui vasculhar, e a história dos “Abraços Grátis” é maior que a de um clip.

Certo dia, numa situação banal de uma vida banal, Juan Mann – um tipo australiano comum – vê-se sozinho num enorme terminal de aeroporto, sozinho, rodeado por estranhos que passam, tão próximos mas tão distantes de si, de regresso a casa mas sentindo-se mais só que nunca.
E tem um clic!.

Fez um cartaz com os dizeres em frente e verso “ABRAÇOS GRÁTIS” e foi levantá-lo no ar na mais movimentada artéria de Sydney.

…O resultado foi que tanto houve quem passasse por si com incedulidade e indiferença, como quem se acercasse de si para receber o abraço prometido, gratuito, altruísta, disponível ao passar numa rua em que se passa num dia de vida, precioso e imperdível.

E a ideia colou.
Na cidade, no país (…que entretanto proibiu Juan Mann de continuar com as abracices na via pública!), pelo mundo, aqui e ali – como qualquer boa campanha viral na internet

...Na Rússia
…Na Rússia
...Na Bélgica
…Na Bélgica
...Na Coreia do Sul
…Na Coreia do Sul
...Na Argentina
…Na Argentina

Hoje, no site da campanha, promove-se o abraço extensível ao mundo. Como forma de aproximação, de contacto, de partilha, de incentivo, de projecto.

…Sendo possível a quem o requer receber gratuitamente um autêntico compêndio sobre os tipos de abraço e suas artes, bem como regras de conduta sugeridas para quem pretenda começar a distribuir abraços no seu canto do mundo!

…Porque – não esqueçamos – como é relembrado neste “guia”, “os abraços fazem-nos sentir bem, contribuem para a nossa auto-estima, são um bom exercício, não requerem muito treino e podem levar-se para qualquer lado.

E o mundo precisa.

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