Abraçar Um Estranho

Recebi da EZ um mail. Com um clip e uma música.
Em que um sujeito, em plena rua, oferecia abraços a quem os quisesse.
O clip era bonito. Realizado para alertar sobre a SIDofobia e sobre como a paranóia do contágio pode impedir-nos de chegar aos outros…
Mas fui vasculhar, e a história dos “Abraços Grátis” é maior que a de um clip.
Certo dia, numa situação banal de uma vida banal, Juan Mann – um tipo australiano comum – vê-se sozinho num enorme terminal de aeroporto, sozinho, rodeado por estranhos que passam, tão próximos mas tão distantes de si, de regresso a casa mas sentindo-se mais só que nunca.
E tem um clic!.
Fez um cartaz com os dizeres em frente e verso “ABRAÇOS GRÁTIS” e foi levantá-lo no ar na mais movimentada artéria de Sydney.
…O resultado foi que tanto houve quem passasse por si com incedulidade e indiferença, como quem se acercasse de si para receber o abraço prometido, gratuito, altruísta, disponível ao passar numa rua em que se passa num dia de vida, precioso e imperdível.
E a ideia colou.
Na cidade, no país (…que entretanto proibiu Juan Mann de continuar com as abracices na via pública!), pelo mundo, aqui e ali – como qualquer boa campanha viral na internet…

- …Na Rússia

- …Na Bélgica

- …Na Coreia do Sul

- …Na Argentina
Hoje, no site da campanha, promove-se o abraço extensível ao mundo. Como forma de aproximação, de contacto, de partilha, de incentivo, de projecto.
…Sendo possível a quem o requer receber gratuitamente um autêntico compêndio sobre os tipos de abraço e suas artes, bem como regras de conduta sugeridas para quem pretenda começar a distribuir abraços no seu canto do mundo!

…Porque – não esqueçamos – como é relembrado neste “guia”, “os abraços fazem-nos sentir bem, contribuem para a nossa auto-estima, são um bom exercício, não requerem muito treino e podem levar-se para qualquer lado.”
E o mundo precisa.











