Não É Por Muito Madrugar Que Amanhece Mais C.DU

Era uma vez um Executivo de uma Junta de Freguesia.
…Composto como o foi de início por estarem cientes os seus elementos de ser a reunião das suas forças a forma mais firme de assegurar a paz política possível e a tranquilidade de exercício necessária tanto à terra como às gentes.
“Tranquilidade” e “paz” sujeitas à certeza de que haveria quem as comprometesse, logo que assim o pudesse.
Mas quem o quisesse não o pôde.
A justeza no decidir não lhe deu pé, a correcção no fazer não lhe deu pasto.
Porque também a solidez de um caminhar solidário não esmoreceu.
E os anos passaram, e o trabalho foi feito, e Loures beneficiou, e o futuro ficou mais perto, e apenas esboços pífios e superficiais de oposição foram coreografados – por mera obrigação e desfastio.
Até ao dia glorioso em que aos artesãos do anátema pareceu sorrir a sorte.
Pareceu abrir-se uma janela de oportunidade a agarrar com as duas mãos, sôfregas e lambazes.
E apontaram-se dedos sobranceiros, mesmo não sendo sensato.
E apelidaram-se homens honrados, mesmo não sendo decente.
E arrastou-se em desvario pelos cabelos pelas ruas da Freguesia a questiúncula que se desejava transformada em vitória pírrica. Que acabou por não o ser.
No fim, pousada a poeira no terreiro deste baile, apenas fica o que antes havia.
Os que fazem e os que falam – eventualmente os que ganham e os que perdem. Sendo que os que fazem não o fazem contra os que falam.
Uns, no fim, em suma, que continuam como sempre a dar o que de melhor têm e a olhar nos olhos o caminho em frente.
Outros que continuam como sempre serão, por não saberem ser mais. Apenas agora com mais alguma terra desta Terra nas botas deste baile. A terra que pisam desta Gente.











