Cobradores, Credores e Outros Exploradores

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Uma Vela

Ao lado das palhaçadas que se assinalam hoje, realiza-se à noite pelo País uma velada (que termo tão pateta…). Uma de uma sequência que vem tendo lugar.
…Pelos milhares de vidas interrompidas desde a benévola entrada em vigor da alterada Lei do Aborto a 15 de Julho de 2007.
Vão agora a caminho de 30.000.
Bati-me muito, nessa altura, dentro dos limites [...]

Fechar o assunto

Escolher o blue pill mas assumi-lo.
Não mudo uma vírgula ao que dizia o meu primeiro post sobre o assunto do aborto. Em Dezembro.E a minha opinião pessoal sobre como as coisas correram, dá-la-ía hoje de novo, repetida palavra por palavra.Agora, o balanço do referendo…
Foi uma tristeza a “necessidade” com que se apresentou o referendo [...]

Falar Claro – X

A caminho da reflexão.
1 – A abordagem soft.Para quem mensagens simples não merecem desdém.

2 – A abordagem hard.Para quem apenas a brutalidade gráfica é esclarecedora.(Previno seriamente para a violência das imagens.)

Falar Claro – IX

À dimensão de cada um.

Se calhar, a “questão do aborto” resume-se de forma simples.É meramente uma questão de dimensões. Valorizadas em escala por cada um de nós, e que no momento da verdade condicionam a nossa posição.
A dimensão política – para alguns o que prevalece é a vitória política no referendo e a superioridade [...]

Falar Claro – VIII

Deixar esta “campanha” acabar com dignidade.
A “campanha” está quase a acabar. Felizmente.
Quando se convencionou partir para a mimetização de uma campanha eleitoral à portuguesa sobre um assunto como o aborto, definiu-se que teríamos uma “campanha” brutal na essência e selvagem na prática.
Vale tudo, quando se distribui um DVD com imagens de abortos a miúdos à [...]

Falar Claro – VII

De formação.

Foi noticiado que estão a ser investigadas “influências ao voto em várias escolas” do País.Concretamente, os ministérios da Educação e da Segurança Social estariam já em campo para apurar “indícios de tentativas de influenciar as crianças e as suas famílias“.
Rezava assim a notícia : “A DREL informa que existem indícios de tentativas de influenciar [...]

Falar Claro – VI

Nem de propósito…

…Estávamos a ver televisão e perguntam cinco anos de inocência: “Ò pai, o que é o «aborno»?”
Minutos depois da graça e do deleite, dei por mim a pensar:”Filho, o «aborno» é o aborto no seu retorno…“
E no que o massacre mediático indescriminado não corresponde em frutos.

Falar Claro – V

Para quem é tão forte a tolerância, que prescinda de discutir?…

“Mais valia marcar uma data para votar e passar por cima desta «campanha»!“
Uma prova de que não há monopólios de verdade nem de bom-senso.
Transcrevo um texto de Pacheco Pereira que tanto foi vendido impresso como postado grátis no Abrupto.Já disse eu mesmo isto, por outras [...]

Falar Claro – IV

Homens e mulheres viram as suas vidas marcadas pelo dia 11 de Fevereiro. Enquanto garantiram para si mesmos, à sua maneira, um lugar na história.
O Presidente Cavaco Silva também?…

Falar Claro – III

Soltar os cães.

Era inevitável…
Que numa situação em que a apresentação de argumentos racionais e honestos se impunha, fossem as motivações mais baixas e as razões mais estúpidas as que surgiriam primeiro (e só?).
Era inevitável.
Mas a inevitabilidade não pode isentar da crítica.Da censura a uma maneira de argumentar ofensiva – [...]

Falar Claro – II

Eis a questão. Ser e não ser.O Referendo do Aborto tem questão formulada: «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».Tendo sido enviada pelo Presidente da República ao Tribunal Constitucional para análise, mereceu a aprovação dos juízes que [...]

Falar Claro – I

Referendar o aborto. De novo.

Não me surpreende.
…Que se referende uma matéria destas.Parece-me muito mais ético que se referende do que se decida em Parlamento (como o PCP defendia.)É matéria de índole civilizacional relevante, em que importa ouvir os portugueses (que se dignarem expressar-se…). E tendo-o feito em 98, como não fazê-lo agora?
Nem me refugio no [...]